Vigiai e orai, para que não entreis em tentação: o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca Mc 14.38
Essas palavras foram pronunciadas por Jesus no momento supremo da luta contra os poderes da morte e das trevas. Expõe a fraqueza e a inconstância dos discípulos que dormiam enquanto o Mestre estava em agonia. Foram ditas na véspera da crucificação e da ressurreição. Essas mesmas palavras chegam até nós hoje com toda a solenidade de uma advertência divina e com a força de um apelo.
"Vigiai ..." é uma palavra de ordem para a sentinela que está na frente de batalha, que está de pé contra o inimigo cuidando pela segurança do resto do exército. A sentinela não é uma estátua sem vida, e não está somente na defensiva. Tem a arma na mão; observa e adentra a noite; procura discernir o que se passa na escuridão; e de dia, está constantemente alerta. O sucesso do seu serviço depende da lealdade e rapidez de ação. Esse "espírito de sentinela" é o que o Senhor deseja de cada um de nós. Sua ordem é urgente e pessoal: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação."
Mas o Senhor nos adverte de que, então, estaremos de maneira especial, expostos aos ataques do inimigo, porque são as sentinelas que ele procura em primeiro lugar por fora de combate. A tentação de dormir é grande e sutil. A noite chega e com ela o cansaço do dia que passou. Por isso, vigiemos! Estejamos de pé, a arma ao alcance da mão, para que nada nos surpreenda.
... E orai" Se a exortação à vigilância implica num perigo iminente, o convite à oração nos mostra nosso privilégio e nos fala da nossa vocação. A oração amplia nossos horizontes e nos expõe a possibilidades muito grandes. Oremos!
Ponha-se em contato com o Mestre; aproveite as riquezas de Sua força e graça, seja revestido e cheio delas. Não comece nunca o dia sem oração; não tente passar o meio dia sem meditar; e não durma sem primeiro haver conversado com nosso Mestre, relatando-Lhe tudo, e ouvindo no coração Seu: "Bem está, servo bom e fiel!"
Adaptado de: Gotas de Orvalho Roger Zilz