Uma prática muito comum em algumas igrejas evangélicas é o ensino superficial e seletivo da Palavra de Deus, inofensivo à platéia acomodada. Qualquer texto bíblico que provoque algum tipo de confrontação, que cause nas pessoas algum desconforto e demande arrependimento e mudança de atitude, é simplesmente ignorado ou tirado de contexto.
Nós mesmos, quando lemos a Bíblia, podemos ser tentados a selecionar somente os textos que não nos confrontam (obviamente, me refiro aqui aos que ainda têm o hábito de ler a Bíblia). É o desejo de permanecer acomodado e não querer ser incomodado pelas Escrituras.
Mas raramente o que Deus diz na Bíblia deixa de nos incomodar, principalmente quando Ele fala sobre a realidade do pecado em nossa natureza. No relacionamento com Ele, não podemos ignorar essa realidade. Quando entendemos o quão pecadores somos, a graça, a misericórdia e o perdão tornam-se muito mais significativos em nossas vidas. Não existe perdão sem ofensa. Por isso, quando reconhecemos o tamanho de nossa ofensa, percebemos mais nitidamente a graça de Deus e conhecemos melhor o Deus que perdoa e que nos transforma em pessoas mais parecidas com o Seu Filho.
"Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." - 1 João 1.8,9