Esses fatos são lamentáveis mesmo para uma sociedade inegavelmente decadente como a nossa, de pessoas afastadas do Criador. A grande surpresa, entretanto, se verifica na medida em que os desentendimentos e as discórdias se manifestam (apesar de muitas vezes encobertos pelas "fachadas" da religiosidade) no contexto cristão.
É impressionante (para dizer o mínimo) o número de cristãos contenciosos, intrigantes, fofoqueiros, maledicentes, que parecem estar sempre com seus "radares ligados" afim de detectarem alguém com quem possam "encrencar". Eu me incluo nessa tendência.
Fico pensando se podemos ser reconhecidos como filhos de Deus nesta sociedade tão pervertida, com esse tipo de atitude. Segundo o ensino de Jesus Cristo em Mateus 5.9, para sermos reconhecidos como filhos de Deus precisamos ser PACIFICADORES. Não pessoas passivas e indiferentes. Não somente pessoas tranqüilas que não "compram" briga com ninguém, mas pessoas que promovem a paz. Pessoas que tenham o desejo e o esforço voltados ao entendimento, à tolerância e ao amor (Fp 2.1-5; Cl 3.12-14; 1Pe 4.8).
Quero deixar essas perguntas para nossa reflexão: "EU SOU UM PACIFICADOR?" "Tenho contribuído para o entendimento entre as pessoas?" Aceitemos a Palavra de Deus: "...se possível, quando depender de vós, tende paz com todos os homens." (Rm 12.18).