Dentre as diversas respostas possíveis, destaco as seguintes: O Natal se tornou uma data comercial. As pessoas se lançam ao consumismo e à ilusão de que um presente possa resolver os desentendimentos e os conflitos gerados durante um ano inteiro. A "necessidade" de presentes termina estressando as pessoas e gerando preocupações extras, uma vez que o endividamento cresce. Além disso, o natal nos força a manter contato com familiares com os quais não temos bom relacionamento por inúmeras razões. Isso acaba gerando preocupações, aborrecimentos e tristeza. Obvio que se apela para as relações fraternas e familiares nas propagandas natalinas, mas sempre com o objetivo de vender um produto. Além disso, o natal desperta sentimentos e emoções que muitas vezes não são agradáveis, pois estão ligados às relações e experiências traumáticas. Enfim, para muitos, infelizmente o natal não é algo que traga alegria.
Mas a grande verdade é que o natal diz respeito à lembrança e à comemoração do fato histórico revelado pela Bíblia do nascimento do Salvador Jesus Cristo. E sendo assim, o natal deveria ser um tempo de grande alegria, pois nos lembra o grande amor de Deus em vir até nós e providenciar um sacrifício perfeito que nos livrasse da morte eterna. Natal fala do amor de Deus pela humanidade. Natal fala do interesse pessoal de Deus em cada um dos seres humanos. Natal fala de vida. Se essas verdades fossem a ênfase nas comemorações natalinas, desejar um "feliz natal" seria redundância. Para desejarmos felicidades às pessoas, bastaria dizer: "Natal!!!".
Resistamos às deturpações do sentido do Natal e desfrutemos desse momento como originalmente foi: Um tempo de "...boa nova de grande alegria...pois nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor." (Lc 2.10-11). "Natal!!!".
Pr. Marcelo Correia e Silva