Espiritualidade

O termo "espiritualidade" sempre me pareceu extremamente importante, indefinido e polêmico. Importante, porque diz respeito a relacionamentos (com Deus e com as pessoas); Indefinido, porque os critérios de medição da espiritualidade variam de época para época e de pessoa para pessoa (desde se enclausurar em Mosteiros em absoluta renúncia a qualquer conforto até abrir a boca para mostrar um dente de ouro); Polêmico, porque a espiritualidade tem sido o terreno no qual as disputas sobre status ou nível espiritual se acirram, promovendo julgamento e desprezo.

A espiritualidade cristã precisa ser definida à partir de uma relação vital entre o ser humano e Cristo, (Jo 15.5) que pode ser chamada de "vida espiritual", ou, como geralmente aparece em o evangelho segundo João, "vida eterna" (Cf. Jo 17.3). E, ainda segundo João 13.34,35 esse relacionamento vital com Cristo deve refletir no relacionamento de amor sacrificial, prático e incondicional entre os seus seguidores.

Em outras palavras, nossa espiritualidade está diretamente relacionada à qualidade de nosso relacionamento com Deus e com as pessoas. Não tanto com nossa assiduidade a um conjunto de atividades eclesiásticas. Não tanto com nossa relação formal com uma instituição religiosa. Não tanto com regras e ritualismo. Expressões como mansidão, perdão, oração, meditação bíblica, confissão, humildade, serviço, língua controlada, gratidão, entre outras, são o substrato de nossa relação com Deus e de uma genuína espiritualidade cristã.

Pr. Marcelo Correia e Silva

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