No final de 1995 Érika e eu tivemos a difícil experiência de sair de uma igreja. Hoje, essa experiência se repete. Mas embora a despedida seja geralmente difícil, ela pode ser festiva na medida em que descansamos em Deus quanto à Sua condução e cuidado.
Ficamos pouco tempo na Conde, apenas 2 anos e 3 meses. Mas como eu tenho insistido, o tempo não é o fator principal na avaliação de um ministério. O apóstolo Paulo era um missionário itinerante e costumava ficar poucos anos nas cidades e igrejas que estabelecia. Temos que lembrar que o tempo efetivo de ministério público de Jesus na Terra foi de apenas três anos. Tempo não é o fator principal, o que realmente conta é a nossa conduta no tempo que Deus nos dá em cada lugar.
Quero dizer que saímos da Conde em paz e na forte convicção de que essa é a direção de Deus tanto para nós como para a Igreja. Amamos a igreja e por isso a saída é difícil mais uma vez. No entanto, estamos percebendo que pode ser uma despedida festiva. Festa no conceito bíblico e cristão tem a ver com celebração e o desfrute da presença de Deus em nossas relações. Nesse sentido a despedida pode ser festiva; festa com lágrimas, mas festa; festa com tristeza, mas festa; festa com separação, mas festa, por percebermos a dimensão tão maior do reino de nosso grande Deus.
Querida igreja Conde, nos despedimos em paz, nos despedimos com esperança, nos despedimos certos de que continuamos guiados pelo Bom Pastor, o nosso Senhor Jesus Cristo.
Que Deus nos conduza por onde for, sempre em triunfo, e por meio de nós manifeste em todo lugar a fragrância do seu conhecimento (2 Co 2.14).
Juntos por Cristo,
Marcelo e Érika