Gabrielle Andersen Schiess, entrou aos tropeções no Coliseu de Los Angeles, após 42 km. de maratona da Olimpíada, 20' após a 1ª colocada. Exausta, ela rechaçou débil mas convictamente a ajuda dos paramédicos, percorreu os últimos 400 metros com muita dificuldade e declarou: "Eu tinha que chegar... e consegui!"
Diferente de uma atleta que lutou e venceu por suas próprias forças, se possuímos um relacionamento pessoal com Jesus, a graça de Deus nos concede a perseverança necessária para demonstrarmos genuína espiritualidade. Em Gálatas 6.1-5, Paulo sugere 3 atitudes demonstrativas dessa espiritualidade:
A tolerância do mundo relativista em que vivemos sugere que não devemos nos envolver com os outros, apontando-lhes o erro. É mais cômodo. Mas a Bíblia ressalta ser nosso "dever" restaurar quem é "surpreendido em pecado". Alguns, além de não se envolverem, ainda falam a respeito... fofocam, ou se corrigem, o fazem com um tom farisaico, dedo em riste. Por isso Bíblia regulamenta esse restaurar: tem que ser "com mansidão", ou seja, sem a preocupação em como a pessoa reagirá, e sem a atitude de superioridade: "Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado", diz o final do versículo, dando-nos o tom.
A 2ª atitude reveladora de verdadeira espiritualidade consiste em sempre ajudar o irmão oprimido pelas dificuldades da vida. O vs. 2 diz: "Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a Lei de Cristo". Você encontrou sua esposa desanimada, refletindo um dia que não foi nada bom? Em lugar de perguntar "que bicho te mordeu?", dê um abraço nela; fale o quanto você aprecia o duro que ela dá para ajudar você trabalhando fora, cuidando da casa, sendo a mãe e esposa tão dedicada que ela é. Ajudando a carregar o "fardo" dela, você estará cumprindo a Lei de Cristo que é "amar o próximo como a si mesmo".
A 3ª demonstração de espiritualidade genuína, explicada pelos versículos 3-5, diz que, para que haja alegria com o progresso espiritual atingido, você deve sempre olhar para sua própria vida.
A tendência é nos compararmos com os outros, mas isso não é nem correto, nem saudável: ou nos compararemos com quem é mais maduro na fé, e ficamos desanimados, ou nos compararemos com quem é menos maduro, dando-nos a falsa idéia de que "não estou tal mal assim". Se um filho nosso está com febre, é nele que colocamos o termômetro, não no irmão dele!
Certo rei contratou um construtor, deu-lhe dinheiro suficiente para construir uma linda mansão e foi viajar. O construtor começou caprichando, mas com o passar do tempo desanimou e acabou "matando" a construção. Quando o rei voltou e inspecionou a casa, entregou as chaves ao construtor e disse: é um presente meu para você. Faça bom proveito!
Deus nos dá uma vida para ser vivida, e coloca todos os recursos de Sua graça à nossa disposição. O que estamos fazendo com ela?
Pr. Eros Pasquini Jr.