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PASTORAL SETEMBRO/2018 | “Onde está a força da Igreja?” | ROGER ZILZ

Qual seria o possível impacto que a Conde traria na sociedade porto-alegrense caso ela fosse “extraída” do Bairro São Geraldo? Será que sentiriam nossa falta? Aliás, se você não estivesse mais na sua vizinhança a partir de amanhã, sentiriam sua falta? O que diriam seus colegas da empresa? Reconheceriam a falta da sua conduta cristã?
A resposta está diretamente ligada ao impacto que a igreja tem no bairro e na cidade e isso nos leva a refletir: onde está a força da igreja?
Poderíamos responder que a força do ministério da igreja está no seu pastor, na direção que Deus lhe dá e na maneira como ele a conduz. Ou será correto afirmar que a força da igreja está na capacidade de seus líderes espirituais em discernirem a direção de Deus para a igreja local e motivar e mobilizar seus membros?
Certamente não erramos ao responder que sim. Há um papel importante na figura do pastor e da liderança. Contudo a parábola dos talentos (Mt 25.14-30) nos ajuda a refletir biblicamente a respeito da força da igreja que impacta o mundo.
O ensino central dessa parábola é que o Senhor dá a todos nós oportunidade para trabalhar. Gostaria de destacar duas lições que Jesus nos ensina através dessa história. Primeiro, é que o Senhor dá medidas diferentes de dons para servir, exemplificado naqueles que receberam cinco, dois e um talentos.
Segundo, ninguém no corpo de Cristo fica sem receber nada. Todos recebem algum dom, exemplificado naqueles que receberam apenas um talento.
Anos atrás, o Conselho Mundial da Igreja, ao estudar o crescimento da Igreja na América Latina, chegou a conclusão que seu crescimento era proporcional ao envolvimento de cada discípulo na obra. Assim, quanto mais irmãos envolvemos na obra, mais a obra cresce.
Perguntamos: onde está a força da igreja? Onde está o maior depósito da graça e dom de Cristo? Ainda que os pastores e a liderança façam tudo o que está ao seu alcance, o resultado certamente será bem menor do que se poderia obter se cada discípulo, mesmo com apenas um talento, estivesse comprometido realizando o seu serviço ao Senhor.
Adaptado do livro “O Serviço dos Santos” – João Nelson Otto